trechos do filme: "Je Vous Salue, Marie.......J. L. Godard

trechos do filme: "Je Vous Salue, Marie.......J. L. Godard

"Do amor, só tive sua sombra, sim.
Na verdade, a sombra de uma sombra...
como reflexo de um lírio em um lago.
Não parado, mas agitado, pela ondulação da agua.
E assim o reflexo fica deformado...
- e não é mais o seu."
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"Não quero gastar meu coração em uma ida, ou minha alma, em uma ida.
Nem a dor me pegará em uma ida, e eu não desaparecerei nisso.
desaparecerei em mim mesma."
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"O QUE FAZ A ALMA É SUA DOR"
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# Enviado em Terça 27 Maio 2008 14:11

Tantas Coisas


Sou um passo em compasso,
varias letras no espaço.
Jogo aberto, pedra fria
nó de corda
ou na garganta
folha seca à ventania,
pequena flor em um vaso
embaraço,
preta velha bem sabida
moça nova, moça virgem,
uma idéia muito antiga.
Trovador em uma esquina
e reflexo deformado
de imagem tão sublime.
Um rascunho pardo,
tentativa repetida
para a posse de fato.
Amarelo é o sorriso, que se abre por acaso
na gentileza que me desfaz,
na sensura do gesto,
covardia do sagaz
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# Enviado em Terça 27 Maio 2008 13:58

Abrigo

Abrigo

Existe um canto onde me escondo,
onde guardo infinitas coisas,
não é grande ou misterioso,
sá quieto, disposto ao meu gosto.

Sem gavetas nem portinholas
e tem cheiro de alfasema,
não o escondo em mentiras
nem revelo em cantigas.

Nele me recolho
conservando meu sabor
e quando o sol bate ardente
revela infinita possibilidade em cor.

É possível um dia lacrá-lo
mas receio o pó o corromper.
Talves o feche estando dentro
e o concerve ao meu querer.

Admito a possessão,
por este lugare nem sempre meu.
Me dispo a sensação
que nenhuma força me reteu,

também não me repudia
diante de tantas contradições,
só recolhe minhas linhas,
só lamenta por serem minhas.
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# Enviado em Quinta 08 Maio 2008 16:20

Prefácio da Inquietude

Reconheço meu pecado, meu engano,
perdão e despreso ecoam pela noite
delirio insano.

Uma sombra sai do beco
e teima seguir meus passos,
gela meus ossos

talves seja minha pois,
sai do beco de onde venho
e pra onde volto quando fecho os olhos.

Na madrugada me levanto,
pois é quando os gritos não são ouvidos.
Mas ao raiar do dia q me junto aos esquecidos.

Surdos do medo,
do beco crescente,
da sombra vivente.

Me banho no erro guardado em óleo,
e assim hidrato meu corpo intocado

mentira me despresa
aceito a promessa.

Recolho mistério,
recolho o que resta.
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# Enviado em Terça 06 Maio 2008 20:28

Dança da Vontade

Um desejo preguiçoso, de ser mais que letra morta
sai de versos inusitados, em direção a minha porta

sou poeta quando escrevo
mas no ponto eu pereço
cada estrofe uma verdade
cada verso meu disfarce

Sou grito, som e suplicio
resgate de antigos anceios
numa vida permitida
por escolha atrevida

não desejo sofrimento de ver morrer em cada ponto
meus caprichos e fetiches sempre vestidos a caráter
mas poeta é como areia de mar revolto
se desfazendo em tempestade

quase bicho, quase homem
as vezes eu, as vezes Sophia
me recolho aos instantes
em que posso ser poesia.
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# Enviado em Segunda 05 Maio 2008 20:12
Modificado em Terça 27 Maio 2008 14:05